April fool
(Come on your rusted bike)
As águas de Março fecharam o verão e resolveram ficar pelo mês de Abril adentro. No tribunal de minúsculas causas, uma vitória pros que amam os dias bonitos pra chover e uma derrota pra mim, que odeio (e não aguento mais) cheiro de roupa que secou a força.
Coisas que amei na internet,edição: favoritos de abril, and the world comes tumbling down
No Youtube:
Coachella
Não sei se ainda tenho pique pra frequentar grandes festivais de música e, considerando os preços atuais de ingressos e de passagens aéreas saindo de Teresina, não tenho dinheiro pra descobrir. Nada que uma boa transmissão não resolva. Achei a do Coachella desse ano bastante satisfatória, com muitos momentos ótimos – entre os quais destaco esse aqui. A hora que a voz entra, meu pai…
Storm
Outro vídeo que me fez arrepiar até as sobrancelhas esse mês sem dúvida foi esse clipe, dirigido por Romain Gavras – que também assina um dos meus clipes favoritos da (atualmente desquerida) M.I.A – e com coreografia de Damien Jalet, que eu também conhecia dos créditos de Suspiria (a versão de 2018). Provavelmente um trechinho dele passou pela sua timeline no Instagram. Eu sugiro vivamente ver o vídeo completo.
No Spotify
1974, Quilombo Louco Beats
Salvei esse disco numa lista infinita de “discos pra ouvir depois” e já me arrependi 30 vezes pelo tempo que perdi. Música piauiense de primeiríssima qualidade.
Tirzah
Não me lembro ao certo quem me indicou ou onde ouvi falar do Perfectly Imperfect, mas tenho curtido acompanhar as indicações por lá. Essa moça aqui, por exemplo, foi uma dica do ator Riz Ahmed (que eu amo em O Som do Silêncio e Na Ponta dos Dedos) e não saiu do meu repeat nos últimos dias de Abril.
Letrux no Desenrola
Já falei aqui que meu tipo de podcast favorito é ouvir a conversa alheia. Essa aqui, além de divertida, me gerou vários insights sobre a atenção que (não) tenho dado pra minha própria criatividade.
Nos streamings
Algo Horrível Vai Acontecer (EUA, 2026)
Uma série nada óbvia que me pegou pelo pé e não me deixou sossegar até o último episódio. O clima me lembrou um pouco Estou Pensando em Acabar com Tudo, com aquela sensação de “não é nada disso que você tá pensando”. Nesse caso, não era mesmo. Na Netflix.
The Watermelon Woman (EUA, 1996)
Aproveitei o aniversário de 30 anos desse clássico do cinema independente americano pra finalmente assistir o primeiro filme dirigido por uma cineasta lésbica negra, a maravilhosa Cheryl Dunye. Uma mistura de documentário e autoficção sobre cinema, resgate e a importância de contar histórias. Mais uma pequena joia disponível na Mubi.
Babes (EUA, 2024)
O trailer faz a gente pensar que é (só) uma comédia dessas bem bobas e escatológicas, mas é (também) um filme bonito sobre amizade, maternidade e família. Dei play por causa da Michelle Buteau (saudades Sobrevivendo em Grande Estilo) e terminei apaixonada por Ilana Glazer. Escondidinho ali na Netflix.
Star Wars: Maul – Lorde das Sombras (EUA, 2026)
Nos 45 do segundo tempo, com final de temporada já invadindo Maio: o fã de Star Wars não tem um minuto de paz (para o bem ou para o mal), mas é sempre bom lembrar que entre A Ameaça Fantasma e O Retorno de Jedi ainda tem história boa pra se contar. No Disney+.
Bônus track - filmes que eu tô esperando chegar nos streamings, já que nos cinemas de Teresina tá difícil:
Barbie Ferreira crítica musical cobrindo festival indie em Montreal
Aquele filme inspirado numa música do Tom Zé
O filme novo do Boots Riley
O documentário da Maya Gabeira
No Instagram




Menções honrosas na finada rede de fotos para: 1. O pôster offline chemistry do @dr.konstantine.nancy_bisbikos, 2. as molduras de cerâmica da @thecreativetraveller e 3. os exercícios sugeridos pela @movementwithviv
No Pinterest
Ainda pensando e observando o envelhecimento (o meu e o das minhas mais velhas), outro dia passou pela minha timeline um post falando sobre como o cabelo grisalho ainda é uma questão para a maioria absoluta das mulheres – apesar das atualizações no tema. Eu, de minha parte, desde muito cedo e cada vez mais, aguardo ansiosa e pacientemente pelo momento em que a minha cabeleira vai estar assim:






Outros links que valem o click:
Ayo Edebiri na capa (e no recheio) da Paper Magazine, por Jaša Müller.
A newsletter da Camila Mazzini.
Que tal enviar um bouquet…de links? Vi na Galáxia.
Mais de 1.500 fotos inéditas de Claudia Andujar revelam o Rio de Janeiro dos anos 1960.
Tá viciado em rede social (sim)? Esse gato pode te ajudar.
Pra quem gostava dos testes da Capricho, acho esses bem divertidinhos.
Um pouco do processo criativo de Keith Haring em mais uma newsletter deliciosa da Gisela Gueiros.
E claro, o melhor link do ano inteiro: a biblioteca gratuita do MEC, caso alguém ainda não tenha visto.
Xêro e até mês que vem.



que honra ser indicada por ti!! a tua news é uma grande inspiração ! amo mto! obrigada <3
Que delicia isso tudo aqui. ♥️